
Paris é um mistério. De todas as cidades que já conheci e me apaixonei, por que a que me deixa mais saudades é Paris? Por que esta cidade dentre tantas é considerada a mais romântica, a mais nostálgica, etc?
Não sei explicar, mas Paris tem uma aura de magia que fica gravada na memória de um jeito especial, Londres é magnífica, New York é espetacular, mas Paris é especial.
Chegamos em Paris no dia 16/12/2005 pela manhã, eu havia contratado um transfer do aeroporto Charles de Gaulle para o hotel, com um brasileiro que mora em paris há anos, o nome dele é César Pimentel e recentemente recebi um e-mail dele, oferecendo serviço de traslado e passeios agora em uma Van. Foi bem interessante sair no terminal do desembarque em Paris e ter alguém com meu nome escrito em uma plaquinha, hehehe, muito chique.
Nosso hotel era o Best Western France-Europe e ficava no Marais, que é um bairro de Paris, lá denominado de arrondissement, este é o 3º arrondissement. O CEP indica em qual bairro você ficará, por exemplo, o CEP deste hotel é 75003, se você ficar no 5º arrondissement, o CEP terá final 5 e assim por diante.O traslado foi rápido, o dia estava chuvoso, mas não estava muito frio.Neste primeiro dia apenas passeamos um pouco pelos arredores porque estávamos sem dormir, passamos a noite viajando, fomos ao Monoprix, que é uma grande rede de mercados da França, mas não a mais barata, e nos abastecemos de queijos, pães e vinhos de meia garrafa, ele ficava em frente ao hotel, daí o motivo de não procurarmos outro.
Este bairro é reduto de lojas de perucas. Tinha mais de cem lojas de perucas coladas umas nas outras! É um bairro de muitos imigrantes africanos, eles ficam na rua vendendo de tudo, são pessoas muito altas, a média dos homens que vimos era de 2m+ ou-, e ficam em grupo, parece que vão brigar se você não comprar.
Fomos para o quarto dormir um pouco e quem disse que acordamos para visitar a Torre Eiffel? Eu até fiquei acordada mais tempo, mas os Flávios dormiram profundamente, foi assim nossa primeira noite em Paris: Dormindo!
No segundo dia só pensávamos em conhecer a Torre, conhecê-la significava que realmente estávamos em Paris! Era cisma mesmo, há 4 meses eu a observava no site https://www.paris-live.com/, que na época tinha outro nome.
Fomos até o Louvre, tiramos fotos na pirâmide, pegamos o metrô e fomos para a Catedral de Notredame, entramos, fotografamos, mas não subimos até os sinos, não deu vontade.Da catedral fomos de metrô para a tão sonhada visita à Torre!! Quando estávamos caminhando em direção a ela, o Flávio me pede para olhar para a direita e então... Lá está ela, imponente, majestosa e incrivelmente próxima de nós! Que emoção! Sabe aquela sensação de: EU CONSEGUI, EU ESTOU AQUI! Depois de passar por tantas coisas tristes e penosas. Pois é, era esta mesmo, nós estávamos ali, em Paris, na frente da Torre Eiffel, com o nosso esforço! Tiramos fotos, caminhamos ao redor, compramos souvenirs de torrezinhas e resolvemos não subir naquele dia, estava muito frio e a fila era descomunal.
Resolvemos passear a pé, que é o melhor a fazer em Paris, andamos muito e fomos para o hotel descansar um pouco. À noite fomos para a Champs Elysèes, que é a avenida mais famosa de Paris, e termina no Arco do Triunfo, lindíssima e ainda por cima decorada para o Natal, só poderia ser mais perfeita se nossos familiares e amigos estivessem ali com a gente para compartilhar.
Entramos e saímos de várias lojas, como a Sephora (perfumes), Renault, Peugeot, comemos no Mc Donalds e fomos até a Torre novamente, só que desta vez a pé. À noite ela é ainda mais linda, porque fica iluminadíssima e de hora em hora eles fazem um espetáculo de iluminação com luzes de todas as cores, só vendo para crer!
Vimos também o monumento à Lady Diana, que fica em cima do viaduto onde ela morreu, as fotos não ficaram boas, mas é como se fosse uma tocha de bronze. No dia seguinte ocorreu um problema, eu fiquei doente e tivemos que chamar um médico no hotel, na verdade foram eles que ofereceram esta facilidade e ainda por cima o médico falava inglês também, o que facilitou muito, devidamente medicada com antibióticos fortíssimos (não poderia mais tomar o meu vinho francês, pena...) fomos novamente a Champs Elysèes, queríamos conhecê-la sob a luz do sol. Linda!
Em Paris comíamos muito os Crepes que são vendidos em quiosques, o melhor é o de Nutella, que é um creme de amêndoas com chocolate, uma delícia, provei de outro sabor, durante este passeio, e não gostei, fica aí nossa dica.
À tarde fomos até a Torre novamente e desta vez subimos, vale a pena ira até o último andar, a vista é magnífica! O frio era cortante, mas vale cada minuto!
Na descida descobrimos que no 1º andar da torre, durante o inverno, tem uma pista de patinação gratuita para quem está na torre, logicamente você já pagou para estar ali. Os Flávios patinaram e eu fiquei fotografando e tremendo de frio, a pista era iluminada como uma boate e a música do local era de boate também, muito legal!
No dia seguinte, fomos para o Museu do Louvre, ficamos muitas horas por lá, é lindo, sensacional, indescritível, vale a pena! Até o Flavinho que tinha 8 anos de idade, amou!
À noite fomos conhecer a Galeria Lafayete, que é uma espécie de shopping, muito bonita e muito cara, não perca a vista da Torre Eiffel do último andar da Galeria, é fantástica!
No quinto dia, fomos até a Disneylândia, afinal estávamos tão perto. Não gostamos e não iremos novamente, mas não saberíamos se não tivéssemos ido, o castelo da Cinderela iluminado para o Natal é formidável!
No sexto dia fomos ao Museu de L’Armèe, que fica nos Invallides, local utilizado como hospital de veteranos de guerra no passado. O Flávio amou, eu e o Flavinho achamos interessante. Neste mesmo museu tem a Catedral onde estão os restos mortais do Napoleão Bonaparte, o mausoléu dele é de mármore vermelho mogno, um dos mais raros do mundo, até confundimos com a madeira (mogno).
Depois fomos fazer os circuitos das igrejas, Saint-Germain-des-Près, Saint Sulpice, Panteão e Jardim de Luxemburgo. Quando chegamos a Sacre Coeur que é do outro lado da cidade em relação ao Panteão, o Flavinho pediu, por favor, para parar de ver igrejas, tadinho, foi prontamente atendido, havíamos enjoado também.
No nosso penúltimo dia fomos visitar o Museu Rodin, que fica onde foi a casa dele, uma mansão linda, com um jardim maravilhoso. Você pode pagar apenas para ver o Jardim ou para entrar no museu, claro que entramos no museu também, é lindo demais, ficamos encantados. A escultura original do Pensador está no jardim, mas a escultura do Beijo, que são as duas mais famosas dele, está dentro da casa.
À noite fomos novamente a Champs Elysées e à Torre Eiffel, para a despedida.